Itair Veloso

Militante do PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO (PCB).

Nasceu no dia 10 de junho de 1930, em Minas Gerais, filho de Sebastião Veloso e Zulmira Veloso.

Desaparecido, desde 1975, quando tinha 45 anos.

Militante sindical desde 1953, quando entrou para a Juventude do PCB.

Foi operário, apontador de obras, montador de calçados, e líder sindical da construção civil, no Rio de Janeiro.

Foi dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Niterói e Nova Iguaçu, em 1961. Em seguida tornou-se secretário-geral da Federação dos Trabalhadores da Construção Civil do Estado do Rio de Janeiro e Niterói. Mas nem por isso abandonou sua função de apontador de obras.

Desenvolvendo uma atividade sindical intensa, no início da década de 60, alcançou uma posição destacada dentro do movimento operário.

Durante o Governo João Gourlart, Itair Veloso chefiou uma delegação sindical a um encontro internacional de sindicalistas, em Moscou.

Era casado com Ivanilda da Silva Veloso, com quem teve quatro filhas. Sua dedicação à família era como sua dedicação ao trabalho, pois seu envolvimento com a mulher e as filhas era desmedido.

Logo após o golpe militar de 64, sua casa foi invadida por policiais do DOPS de Niterói, que não o encontraram.

Arrolado em processo sob a acusação de pertencer ao PCB, passou a viver na clandestinidade.

Itair não costumava informar à família sobre suas atividades políticas fora de casa, enquanto clandestino, para não envolver as filhas. De alguma forma elas já sabiam, antes de seu desaparecimento, que ele se dedicava ao PCB.

Saiu de casa no dia 25 de maio de 1975, às 7:30 para um encontro às 8:00 horas, dizendo que voltaria ao meio-dia para ir ao médico. Desde então, nunca mais sua família recebeu notícias.

Acreditando que poderia encontrá-lo de alguma forma, Ivanilda começou sua peregrinação: CNBB, Palácio São Joaquim, D. Eugênio Sales (à época capelão do Hospital do Exército), os advogados Heleno Fragoso e Modesto da Silveira, reuniões da Anistia, CBA, Imprensa, todas essas pessoas e instituições foram procuradas por ela.

Segundo denúncias do ex-sargento Marival Chaves, do DOI-CODI/SP, publicadas na revista “Veja”, de 18 de novembro de 1992, Itair José Veloso, aos 45 anos de idade, foi preso por agentes daquele órgão no Rio de Janeiro, durante a Operação Radar e morreu sob tortura, numa casa de Itapevi, São Paulo. Seu corpo teria sido jogado da ponte, nas imediações de Avaré, a 260 quilômetros de São Paulo.

O Relatório do Ministério da Marinha diz que em “set/75 – está preso e sendo processado por atividades subversivas do PCB.”

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