CONFIDENCIAL: Jornal subversivo do DCE-UFF nos arquivos da ditadura militar

Jornal de 1978, do Diretório Central do Estudantes da UFF, nos arquivos dos orgãos de repressão da ditadura militar, “por conter matéria de caráter considerada de cunho subversivo”. Catalogado como confidencial, a exigência dos estudantes por “aula de reposição nas férias” era considerada pelos milicos como uma perigosa ameaça para Segurança Nacional.

Segue a primeira página do Jornal, mais tarde enviamos ele completo.

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25 anos sem Fernando, e já se vão mais de 35…

25 anos após o desaparecimento de Fernando Santa Cruz, o Diretório Central dos Estudantes da UFF produziu um filme-documentário com entrevistas de familiares e amigos do estudante de direito da universidade que foi morto nos porões da ditadura em 1974.

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Comissão da Verdade estimula Ministério Público a questionar Lei de Anistia!

O Ministério Público Federal marcou para o dia 9, em Brasília, uma audiência pública para receber denúncias de crimes contra os direitos humanos cometidos durante a ditadura militar.

A 2ª Câmara de Coordenação de Revisão, órgão máximo do MPF na área criminal, decidiu instaurar procedimentos para apurar e pedir punição de todos os crimes cometidos nos anos de chumbo, apesar de determinação recente do Supremo Tribunal Federal de manter a anistia a assassinos e torturadores.

Para o MPF, uma decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA de 14 de dezembro do ano passado, que considera esses crimes imprescritíveis, se sobrepõe à sentença do STF.

O objetivo do MPF é jogar os casos do colo do Judiciário e torcer para uma mudança de interpretação à luz da Comissão da Verdade.

http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2011/12/06/comissao-da-verdade-estimula-mp-a-questionar-anistia/

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Luta, substantivo feminino

“Se nos impuséssemos o exercício de mapear os dez nomes que mais aparecem nos livros de história, dificilmente aparecerá um de mulher entre eles. Com a honrosa exceção da princesa Isabel, que aparece sistematicamente como “libertadora” e nunca como “governante”, o Brasil parece ter tido sua história parida exclusivamente por homens. O relato oficial sobre a nossa trajetória como nação é estritamente masculino; nos retratos oficiais, nossos heróis têm, quase sempre, barba e bigode.

(…)

A superação dos fantasmas que ainda assombram nossa história recente exige confrontá-los. Para exorcizá-los, será preciso retirá-los dos lugares onde estão escondidos, nomeá-los, olhá-los nos olhos e compreender os mecanismos que os permitem surgir, de forma a certificar-nos de que não terão nenhum espaço para ressuscitar. Por isso, devemos agradecer às bravas jovens que se insurgiram naquele momento e às corajosas mulheres que agora emprestam suas histórias para que entendamos o quanto é preciosa a democracia que elas ajudaram a restabelecer. As falas dessas mulheres contidas nesta publicação cumprem assim um duplo e significativo papel histórico: fazem justiça às brasileiras, dando ao seu papel na história do Brasil a relevância que efetivamente tem, e servem como um instrumento de luta pelo fortalecimento das liberdades democráticas. A simples leitura de seus relatos dá ao leitor a imediata certeza de que, pela democracia, nenhum filho ou filha deste país fugirá à luta”.

Trechos da introdução escrito por Nilcéa Freira para o livro “Luta, substantivo feminino: Mulheres torturadas, desaparecidas e mortas na resistência à ditadura”, publicado em 2010 pelo Projeto “Direito à Memória e à Verdade”, da SDH.

Baixe aqui a versão completa do livro Luta, Substantivo Feminino.

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Cumpra-se!

Dia 14 de dezembro se encerra o prazo para que o Brasil cumpra as recomendações da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que condenou o Brasil no caso Gomes Lund e outros vs. Brasil pelas graves violações de direitos humanos cometidas durante a ditadura cívil-militar de 1964 a 1985.

Entre as recomendações, está a revisão da Lei de Anistia, de 1979, que, além de anistiar os presos e exilados políticos, se estendeu também àqueles que usaram a máquina estatal para torturar e matar.

Mas a decisão (ainda parcial) do Supremo Tribunal Federal com relação ao caso, com o apoio da Advocacia Geral da União, é a de manter a “auto-anistia” que os torturadores e assassinos concederam a si mesmos.

Pelo cumprimento integral da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos!

CUMPRA-SE!

Gilmar Mendes, o STF e a Justiça.

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6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

A Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul chega em sua sexta edição alcançando um sonho colocado desde a sua criação em 2006: estar presente nas 27 capitais brasileiras. As recém-chegadas Macapá, Vitória, Boa Vista, Campo Grande, Porto Velho, Florianópolis e Palmas vibraram por fazer parte da maior mostra de cinema do gênero no mundo.

A Mostra começa amanhã, 21/11, e, no Rio de Janeiro, o Centro Cultural Banco do Brasil abre as portas (de graça!) para a exibição de diversos filmes relacionados às graves violações de Direitos Humanos durante a ditadura militar Brasileira.

Entre no site da Mostra para ver a programação completa no seu estado.

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A perigosa memória das lutas…

“Somos a perigosa memória das lutas.

Projetamos a perigosa imagem do sonho.

Nada causa mais horror à ordem do que

homens e mulheres que sonham.

Nós sonhamos.

E organizamos o sonho.”

Pedro Tierra – Filhos da Paixão

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